Raquel Lyra conquistou neste domingo (04) a sua sexta vitória em seis eleições disputadas. Eleita duas vezes deputada estadual (2010 e 2014), duas vezes prefeita de Caruaru (2016 e 2020) e agora duas vezes governadora de Pernambuco (2022 e 2026), ela mantém uma invencibilidade impressionante nas urnas: nunca perdeu uma disputa.
Sua trajetória é marcada por pioneirismos. Na primeira eleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em 2010, obteve 49.610 votos. Em 2014, consolidou sua liderança estadual ao renovar o mandato com expressivos 80.879 votos, tornando-se a mulher mais votada da história da casa até aquele momento
Essa caminhada vitoriosa, contudo, esteve longe de ser tranquila. Em 2016, às vésperas das convenções partidárias, Raquel foi escanteada pelo PSB, que optou por lançar Jorge Gomes à prefeitura de Caruaru. Em uma articulação rápida, migrou para o PSDB e viabilizou sua candidatura. No primeiro turno, passou em segundo lugar com 44.776 votos (26,08%), atrás de Tony Gel (37,10%) e derrotando o Delegado Lessa (23,94%) por uma margem apertada. No segundo turno, buscou uma virada histórica: somou 93.803 votos (53,15%) e tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Caruaru. Quatro anos depois, em 2020, foi reeleita com uma votação recorde na cidade: 114.466 votos (66,86%).
Em 2022, na sua primeira disputa ao governo do estado, enfrentou a maior tragédia de sua vida pessoal: a perda repentina do marido, Fernando Lucena, no próprio dia do primeiro turno. Mesmo sob o peso do luto, avançou ao segundo turno em segundo lugar com 1.009.556 votos (20,58%). Na etapa final, conquistou uma expressiva vitória com 3.113.415 votos (58,70%) sobre Marília Arraes (41,30%), tornando-se a primeira governadora da história de Pernambuco.
Em 2026, enfrentou mais um herdeiro do clã Arraes em uma campanha polarizada e marcada por fortes ataques. A consolidação de sua força veio com uma vitória liquidada ainda no primeiro turno: superou a marca de 2,8 milhões de votos (53,27%), firmando-se de vez como uma das principais lideranças políticas do país.
Agora, os olhares se voltam para o futuro. Nos bastidores, ganha força o debate sobre voos mais altos: uma eventual candidatura à Presidência da República nas próximas eleições gerais. Quem acompanha a história recente da política pernambucana sabe: não convém duvidar da força desse fenômeno das urnas.




