A partir desta quinta-feira (10), os funcionários da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado. A paralisação foi confirmada após a rejeição das propostas apresentadas pelas instituições financeiras durante a campanha salarial e ratificada pelo Sindicato dos Bancários de Caruaru e região.
Enquanto a adesão na Caixa ocorre em âmbito nacional e ganha força nas bases sindicais, a situação no Banco do Brasil segue dividida entre paralisações parciais e a reabertura de negociações. Em diversos estados, incluindo Pernambuco, novas assembleias foram convocadas para definir o futuro do movimento no BB.
O impasse na campanha salarial
A deflagração da greve reflete semanas de tratativas sem avanço. O sindicato enfatiza a insatisfação da categoria com a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os trabalhadores reivindicam:
- Reajuste real: Ganho acima da inflação fixado em 5%.
- Manutenção da CCT unificada: Garantia da Convenção Coletiva de Trabalho para todo o território nacional.
A preservação da CCT é apontada pelos líderes sindicais como indispensável para assegurar equiparação salarial, auxílios (como vale-refeição e alimentação) e direitos padronizados de norte a sul do país.
Setor privado aceita proposta; bancos públicos resistem
A conjuntura se desenha de forma oposta entre a rede privada e as estatais:
- Bancos Privados: Empregados de instituições privadas e instâncias estaduais em Pernambuco aprovaram a proposta da Fenaban. Com a assinatura do acordo, o atendimento nessas agências segue normal.
- Caixa Econômica Federal: A ampla maioria dos bancários votou contra o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico e contra a CCT, deflagrando a greve.
- Banco do Brasil: As propostas foram rejeitadas na maioria das bases regionais ou remetidas para novas discussões em assembleias locais.
O que trava as negociações?
Na Caixa Econômica Federal, o principal entrave é a reestruturação do plano Saúde Caixa. A direção do banco propôs reajustes calculados por faixa etária, medida criticada pelas entidades representativas por quebrar o princípio de solidariedade e o pacto intergeracional do plano.
No Banco do Brasil, embora as mesas de negociação tenham sido reabertas no início da semana, o sindicato relata falta de avanços nos pontos centrais exigidos pelos trabalhadores.
Paulo Tabosa, presidente do sindicato dos bancários de Caruaru e região.




