Ação gratuita do Ministério da Justiça e da Polícia Científica ocorre entre 24 e 28 de agosto em dez municípios pernambucanos.
Pernambuco integra, entre os dias 24 e 28 de agosto, a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa busca acelerar a localização e a identificação de desaparecidos por meio do cruzamento de perfis genéticos no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). No Estado, a coleta é totalmente gratuita e coordenada pela Polícia Científica.
As amostras podem ser coletadas em dez cidades: Recife, Caruaru, Garanhuns, Nazaré da Mata, Palmares, Arcoverde, Salgueiro, Afogados da Ingazeira, Ouricuri e Petrolina.
De acordo com a perita criminal Fernanda Freire Rodrigues, do Instituto de Genética Forense Eduardo Campos (IGFEC), o empenho das famílias é decisivo no processo. "A coleta permite que o perfil genético do familiar seja inserido no banco de dados e comparado continuamente com perfis de pessoas vivas ou falecidas que ainda não foram identificadas. É uma ferramenta importante para auxiliar as famílias na busca por respostas", destaca.
Como funciona o procedimento

A amostragem é simples, rápida e indolor, feita a partir do recolhimento de saliva, sem necessidade de jejum. A prioridade de coleta é para parentes de primeiro grau — como pai, mãe e filhos — ou irmãos biológicos.
Documentação e itens necessários:
- Documento oficial com foto do doador;
- Cópia do Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento;
- Documento da pessoa desaparecida (se houver);
- Objetos pessoais do desaparecido para extração de material genético (opcional): escovas de dente, aparelhos de barbear, dentes de leite preservados ou cordão umbilical.
Cruzamento permanente de dados
Após o processamento das amostras no laboratório, os perfis são inseridos no BNPG e cruzados automaticamente com novos registros em todo o país. Havendo compatibilidade, a Polícia Científica aciona diretamente a família para os encaminhamentos cabíveis.
Embora o mutirão ocorra nesta semana, o serviço é permanente no Estado. Na capital, o IGFEC atende em regime de plantão 24 horas. Para as unidades do interior, a recomendação é checar o horário de atendimento da Polícia Científica local antes de se deslocar.




