O abono salarial do PIS/Pasep de 2026 será pago nesta segunda-feira, dia 15 de junho, para milhões de trabalhadores em todo o país. O lote segue o calendário oficial aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).
O valor do benefício, previsto na Constituição Federal, é proporcional ao tempo trabalhado e pode chegar a um salário-mínimo.
No entanto, o trabalhador deve ficar atento às regras: a liberação dos recursos é feita de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. Neste lote de junho, os contemplados serão os trabalhadores nascidos em julho e agosto.
Os pagamentos do abono salarial de 2026 começaram em 15 de fevereiro e se estendem até 15 de agosto. A estimativa do governo federal é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados este ano, movimentando cerca de R$ 33,5 bilhões na economia.
Quem tem direito ao abono salarial?
Para receber o benefício em 2026, que tem como ano-base o período trabalhado em 2024, o cidadão precisa cumprir os seguintes critérios:
- Tempo de serviço: Ter exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias (consecutivos ou não) com carteira assinada ou como servidor público em 2024;
- Remuneração: Ter recebido, em média, até dois salários-mínimos mensais durante o período trabalhado;
- Cadastro: Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
- Dados: O empregador precisa ter informado os dados do funcionário corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.
Onde e como o PIS e o Pasep são pagos?
A distribuição do dinheiro varia conforme o setor em que o profissional atua e é dividida entre dois bancos públicos:
- Caixa Econômica Federal (PIS): Destinado aos trabalhadores da iniciativa privada. O pagamento é feito preferencialmente por crédito em conta corrente, poupança ou pelo aplicativo CAIXA Tem. Quem não possui conta no banco pode realizar o saque em agências, casas lotéricas ou caixas eletrônicos.
- Banco do Brasil (Pasep): Destinado aos servidores públicos. O crédito cai direto na conta corrente ou poupança do BB. Quem não é correntista pode efetuar a transferência via PIX, TED ou realizar o saque presencialmente em uma agência.
Atenção aos valores esquecidos: Muitos trabalhadores perdem o prazo de saque por desatenção. No calendário anterior, cerca de 154 mil benefícios deixaram de ser retirados, totalizando R$ 161 milhões parados. Caso o valor não seja sacado dentro do calendário regular, o trabalhador (ou seus dependentes legais, em caso de falecimento do titular) tem até cinco anos para solicitar o resgate.






